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London Calling

Em tempos, antes dos novelos de dinossauros de ‘King Kong’ e do melaço dourado da trilogia ‘The Hobbit’, o versátil realizador Peter Jackson capturou a atenção do mundo com a sua adaptação d’O Senhor dos Anéis de Tolkien. Constatando em primeira mão que o cinema tinha o poder de ambicionar ainda mais no que respeita a épicos de fantasia, Jackson começou a caçar os direitos de várias obras. Os fãs seguem, há quase duas décadas, as migalhas de informação que vão surgindo sobre projectos como Temeraire, a adaptação do romance de fantasia de Naomi Novik em que dragões são parte do arsenal nas guerras napoleónicas, ou o remake do seminal filme de guerra The Dam Busters, a inspiração original para o clímax de Star Wars: A New Hope.

Porém, o primeiro desses projectos semi-míticos a emergir é Mortal Engines. O tomo que inicia uma série de quatro livros, Mortal Engines é um romance de fantasia steampunk escrito por Philip Reeves, vencedor, entre outros do Guardian Children’s Fiction Prize.
Paisagens pós-apocalípticas são governadas por cidades andantes, que recordam a Zodanga marciana de Edgar Rice Burroughs e que devoram povoados mais pequenos. Dois jovens heróis, provindos de mundos opostos, são os principais protagonistas desta série de culto. O primeiro trailer, agora estreado, dá-nos uma primeira impressão de Londres, uma espécie de zigurate aracnídeo coroado pela St. Paul’s Cathedral.

Jackson reune-se à sua própria irmandade, co-escrevendo o guião com Fran Walsh e Philippa Boyens. Na realização, Jackson autentica o seu protegido, aprendiz e fiel storyboarder Christian Rivers.

All rights © Universal and MRC

19 Dezembro
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Judas, o Lado B

E declarou: “Pequei, pois traí sangue inocente”. Mas eles alegaram: “O que temos a ver com isso? Esta é tua questão!”
    Mateus 27:4

Jeff Loveness assina o guião da nova mini-série da BOOM! Studios, Judas. O argumentista, com uma carreira que se estende da Marvel Comics ao night show Jimmy Kimmel Live, construíu uma viagem em torno do que sucede ao apóstolo de pior reputação depois da sua morte. No Novo Testamento, o destino e propósitos de Judas formam um dos mais famosos pontos de incoerência entre os vários livros da Bíblia. É nessa mesma ramificação que Loveness descobre espaço para visitar a personagem no mundo dos vivos e no dos mortos. Tratando-o como uma figura trágica, vítima de maquinações inevitáveis, a série explora o conceito de que Judas é, com Jesus, uma de duas personagens sacrificadas, os louros cabendo apenas ao herói oficial da história.
Loveness, educado num ambiente Protestante “muito religioso”, chama à sua interpretação o “Lado-B” da famosa história de traição e arrependimento.
Com o tempo, alguns leitores encontrarão possíveis paralelos com o recente Hellboy in Hell de Mike Mignola. Tal como Judas, esta obra descreve um percurso de perfil dantesco por paisagens infernais por parte de uma personagem que desafia categorizações de “bem” e “mal”. O apóstolo maldito sacrificou-se pela fé, e o demónio vermelho germina lírios brancos quando sangra e, fruto da educação que teve, cresceu um bom rapaz. Ambas as histórias encontram parte da sua origem no poder que a iconografia religiosa teve na infância dos seus criadores.

Uma nota final em relação a este novo livro da BOOM! – a escolha de Jakub Rebelka para o ilustrar é um exemplo perfeito do quão o mercado americano tem a ganhar com colaborações com artistas com estilos marcadamente próprios. Rebelka, que desenhou recentemente um dos capítulos de Spera II, de Josh Tierney, é uma das vozes mais interessantes dos comics actuais. Nas suas mãos, Judas é como um teatro de marionetes amaldiçoadas, esculpido por Alberto Breccia.

Capa alternativa de Jeremy Bastian (Cursed Pirate Girl, Mouse Guard: Legends of the Guard)

Todos os direitos © BOOM! Studios

15 Dezembro
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Com Miles Morales, o Spider-Verse chega ao grande ecrã

O super-herói afro-latino, criado em 2011 por Brian Michael Bendis e Sara Pichelli para o universo Ultimate Marvel, junta-se ao Marvel Cinematic Universe com Spider-Man: Into the Spider-Verse.
O projecto será a primeira produção animada do MCU a ser distribuída nos cinemas e a produção cabe à Sony Pictures Animation.
O estúdio californiano, famoso por congregar talentos de topo da indústria, como o realizador Genndy Tartakovsky, tem sido, ainda assim, amplamente criticado por resultados irregulares e sem voz própria definida.
O novo trailer de Spider-Man: Into the Spider-Verse pode abalar essa imagem com a sua estética arrojada e uma ênfase clara em acção e não comédia, uma fórmula atípica no panorama animado das grandes produções americanas.
Esta opção assinala a nova produção como parte integrante, e não um spin-off periférico, do espírito do MCU. Os fãs de animação cansados das estéticas que dominam o mainstream da animação americana (cabelo mais realista?) encontrarão razões para espreitar esta aventura, marcada por uma abordagem gráfica com fortes elementos 2d.
A produção executiva cabe a Phil Lord e Chris Miller, com Lord como argumentista.
A dupla, aclamada pelo seu trabalho em The Lego Movie, esteve associada a Solo: A Star Wars Story, até ao Verão passado.
Spider-Man: Into the Spider-Verse fora anunciado em Janeiro deste ano pela Sony e tem agora estreia agendada nos E.U.A. para 14 de Dezembro de 2018.

14 Dezembro
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QuemPorquêQuandoComo: Jorge Coelho

Nome:

Jorge Coelho

De onde és? Quantos anos tens?

Eu sou de Lisboa, Portugal, colheita de 77 …

Como é que a zona onde cresceste influenciou os teus gostos / trabalho?

Muito, sou uma criança suburbana que viveu profundamente a década de 90, morava numa cidade multicultural com muitas pessoas de diferentes partes do país e do mundo também. Éramos na maior parte, miúdos de classe média baixa, não havia internet,  então nós encontravamo-nos ao vivo, e íamos inventando o que fazer, improvisando jogos e encontrando maneiras de manter os nossos interesses, a BD era e ainda é uma das principais maneiras de escapar para a fantasia …

BDs favoritas, filme, livro, programa de televisão, banda, enquanto crescias?

Batman Year One, Pulp Fiction, The Art of War, The Twilight Zone / Star Trek, The Smashing Pumpkins …

Criadores favoritos e seu impacto no teu trabalho?

Nos anos de desenvolvimento, Frank Miller, John Byrne, Mike Mignola, Arthur Adams e Michael Golden. Agora é principalmente Sean Murphy.

Quando é que é começaste a pensar que fazer BD poderia vir a ser o teu emprego?

Quando entrei! Antes era muito difícil manter a fé, eu já era um Ilustrador por isso já estava feliz com o que era. Mas a um nível mais profundo, sonhava tornar-me um artista de BD desde os quatro anos de idade, antes de saber escrever ou ler…

Como foi o caminho para lá chegar?

Sinuoso, divertido e imprevisível. Cheio de experiências criativas e com um esforço de equipa, também, porque era (e ainda sou) parte do The Lisbon Studio onde ajuda e análise mútuas estiveram lá sempre para mim.

Como é o teu dia de trabalho?

Acordar, banho ou ginásio, comer alguma coisa leve, beber café, metro, estúdio, trabalho, almoço, trabalho, metro, casa e relaxar… quando estou a lidar com um prazo substituir relaxar com as páginas mais urgentes…

Ferramentas do ofício?

Pigmento! Tinta da China sempre, com um papel decente, aparos Deleter Maru e pincel Windsor & Newton Series 7 tamanho 3, caneta Posca branca, caneta correctora UHU, réguas e moldes de elipses.

Melhores/piores partes do trabalho?

Artes-finais e conceber as composições (layouts). A pior, os prazos, porque queres sempre fazer melhor.

Quebras criativas, tens? Como é que as superas?

Tenho sempre micro quebras criativas durante a fase dos layouts… é nessa fase que tenho todas as minhas dúvidas e bloqueios mais importantes e a partir daí que a narrativa tem de fluir bem.

Vida social? É possível ter uma?

Sim, mas principalmente entre números e aceitar novos projectos.

Convenções de comics? Sim ou não?

Sim, é o local para encontrar e comunicar directamente com os leitores, que são os nossos patrões.

Projecto favorito?

John Flood.

Projecto de sonho?

Sandman COM o Neil Gaiman.

Opiniões sobre o estado actual do meio?

Falta de respeito/educação da parte de grupos politicamente motivados para com escritores e artistas, a par de variedade e qualidade incríveis em diferentes trabalhos a serem feitos neste momento.

Não necessariamente alinhados com as vendas. Surreal, é o que acho.

Projectos de autor versus projectos encomendados?

Ambos! Há virtudes em ambos.

Jorge Coelho,  ilustrador/ cartoonista, actualmente desenha para o mercado norte americano em editoras como a Marvel (Rocket Raccoon, Haunted Mansion, Loki Agent of Asgard, Agent Venom), BOOM! Studios (John Flood, Sleepy Hollow, Polarity) e Image Comics (Zero).

Twitter: @JCoelhoPT

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03 Dezembro
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